1.5.05

O que será

Nesse último ano envelheci outros tantos
Tentando cortar a vida em pedaços menores
Mas cada vez que tentava digerir um deles
Se juntavam ao nó que havia na minha garganta

Nem o novo nem o velho tem mais razão
Pois não há nada que se possa fazer
Pra curar, pra corrigir essa imprecisão
Não vejo mais no começo uma solução

A cada dia um novo som
De novo um sono, um sonho para tentar entender
No momento em que acordo pareço não perceber
Os tempos estão mudados e só eu que não notei...

Quando a lentidão toma conta não sei mais explicar
Se faço isso pra me redimir ou pra me libertar

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