24.4.07

11 Metros

Ajeita a bola e toma distância. Já são dois meses com aquela sombra. Nunca seria tão comparado. O milésimo. Nada raro, todas as lentes estão voltadas para ele. Fotógrafos, repórteres e jornalistas do mundo inteiro a metros dali. Esforça-se para estar só. Tem seu próprio ritual. Camisa, meião, sinal da cruz. Olha para o pedaço de campo que separa a bola e o gol como um maratonista ao se aproximar da linha de chegada. Cabe muito em poucos metros de grama. Mil será sempre uma imprecisão. Lembra-se mais dos gols que não fez. Hoje poderia ser passado. Respira fundo. O silêncio acontece, ao menos para ele. Já sabe aonde colocar a bola. O juiz apita. Sempre soube.

2 comentários:

Anônimo disse...

Sempre soube.
Se é vascaíno, fala a verdade?
Muito bom seu blog. Tenho um tbm, mas que vou tirar do ar, vou substituir.
Mto bom o texto, parabéns!
abraços

Anônimo disse...

Achei seu blog por acaso,
bem legal ele.
bons textos e poemas...

gol mil? um dia sai!