6.5.08

História da minha vida

Eu, que gostaria de estar enganado
Nunca sei direito
Se estou certo ou errado

No meu roteiro
Raramente o mocinho fica com a mocinha
Tão pouco é o primeiro

O narrador canalha é do meu gosto
Nem branco, nem preto, cinza é a sua cor
Não há alguém a quem foge seu rosto

O destino só existe no passado
Minha meta é minha reta
Não miro em certo e errado

Meu bom senso não deixa de ser um senso
Distraio-me com minha própria voz
Tenho sempre um conceito para tudo que penso

Tenho a alma antiga
Já vivi e morri centenas de vezes
Ainda está longe o dia da minha despedida

6 comentários:

Flávia Stefani disse...

"Ainda está longe o dia da minha despedida"
(:
Mas sabe, andei pensando. Esse poema ficaria melhor em um outro layout.

marcela dantés disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

bom. sempre bom.

Anônimo disse...

E todo mundo � igual porque � diferente...

Anônimo disse...

E todo mundo eh igual porque eh diferente (cara, que falta os acentos me fazem).

Anônimo disse...

Parece um cliche-piegas, mas eh verdade: no fundo, tudo aquilo que me destroi eh o que me constroi.
Sim, eu reclamo, afinal, sentir angustia diante de um ser tao multifacetado eh a minha sina (e nossa, pelo que eu entendi) desde que me tornei consciente de quem eu sou (mais precisamente: do que eu nao sou, pois sao tantas coisas que sou...)
Mas no fundo, tudo isso que me deixa perplexa eh tambem tudo que me faz ser eu, e eu gosto de me ser, na maior parte do tempo...

Acho que se mudasse eu estaria traindo qualquer coisa que eu realmente nao sei o que eh...

(E sigo o seu conselho, intuitivamente, desde que me conheço por mim mesma...)

(: