Eu, que gostaria de estar enganado
Nunca sei direito
Se estou certo ou errado
No meu roteiro
Raramente o mocinho fica com a mocinha
Tão pouco é o primeiro
O narrador canalha é do meu gosto
Nem branco, nem preto, cinza é a sua cor
Não há alguém a quem foge seu rosto
O destino só existe no passado
Minha meta é minha reta
Não miro em certo e errado
Meu bom senso não deixa de ser um senso
Distraio-me com minha própria voz
Tenho sempre um conceito para tudo que penso
Tenho a alma antiga
Já vivi e morri centenas de vezes
Ainda está longe o dia da minha despedida
6.5.08
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6 comentários:
"Ainda está longe o dia da minha despedida"
(:
Mas sabe, andei pensando. Esse poema ficaria melhor em um outro layout.
bom. sempre bom.
E todo mundo � igual porque � diferente...
E todo mundo eh igual porque eh diferente (cara, que falta os acentos me fazem).
Parece um cliche-piegas, mas eh verdade: no fundo, tudo aquilo que me destroi eh o que me constroi.
Sim, eu reclamo, afinal, sentir angustia diante de um ser tao multifacetado eh a minha sina (e nossa, pelo que eu entendi) desde que me tornei consciente de quem eu sou (mais precisamente: do que eu nao sou, pois sao tantas coisas que sou...)
Mas no fundo, tudo isso que me deixa perplexa eh tambem tudo que me faz ser eu, e eu gosto de me ser, na maior parte do tempo...
Acho que se mudasse eu estaria traindo qualquer coisa que eu realmente nao sei o que eh...
(E sigo o seu conselho, intuitivamente, desde que me conheço por mim mesma...)
(:
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